Belotugai Pohau Klup
História
Das lavouras sofridas ao grito de gol, a saga de um clube de raízes.
Belotugai, região marcada pela dura exploração agrícola do século XX, onde vastas plantações de milho e batata escondiam o suor e a exaustão de trabalhadores oprimidos. Em meio à labuta incessante, Arkano Refhastiy e Filgro Czasaighi encontravam no futebol, com uma bola improvisada, um breve respiro. A proibição imposta pelo fazendeiro, sob a alegação de queda na produtividade, não silenciou a paixão da dupla. Uma noite de 1942 ceifou a vida de Refhastiy, brutalmente assassinado em um campo vizinho. O choque impulsionou Czasaighi a abandonar a fazenda, levando consigo um sonho. Em outra propriedade, distante da violência, encontrou união e a luta por melhores condições.
Em 1944, a liderança de Czasaighi floresceu no primeiro Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Belotugai (Sedikanyo fis Vakandi Gurkan fe Belotugai - SVGB). Respeitado por patrões e empregados, jamais abandonou a chama do futebol, unindo trabalhadores em partidas amadoras. Em 1946, o Belotugai Football Club finalmente nasceu, erguido com a força e a solidariedade operária, e seu pequeno estádio batizado Arkano Refhastiy Kridan, em homenagem à memória do amigo perdido. Czasaighi seguiu sua vocação sindicalista, afastando-se do campo. A presidência passou por Sulpi Zerthaniy, com duas eleições sem grandes avanços, e pelo fazendeiro Zogil Moqnaart, cuja gestão de quatro anos foi marcada por protestos.
O Belotugai, apelidado pejorativamente de "Gurkan Klup" (Clube dos Trabalhadores) pelos rivais endinheirados, colecionou insucessos no TfS. Uma fio de esperança surgiu com a eleição de Batraz Ollsprek, ex-goleiro ídolo com 327 jogos pelo clube. Pela primeira vez, um ex-jogador assumia a presidência, trazendo consigo uma visão moderna e o apoio incondicional da torcida. Inspirado pela estrutura do Aspadokur, Ollsprek descobriu o talento promissor do atacante Ergen Tasiupahk, que chegou em 1982 e ascendeu ao panteão de ídolos ao lado do presidente.
Os anos 90 foram de ostracismo, com tímidas participações em amistosos internacionais sem brilho. A profissionalização do futebol stohadiano em 2000 abriu as portas para o patrocínio da Prista Oil, dos irmãos búlgaros Atanas e Plamen Bobokov, que viabilizaram a contratação da jovem estrela do Ilinosas, Rien Postaniy. O atacante, com seus gols de cabeça aproveitando seus 1,98m, conduziu o clube à sua primeira final em 2001, amargando a derrota para o Aspadokur.
O Belotugai experimentou o descenso em 2007 e um retorno instável em 2009. A volta de Ergen Tasiupahk ao comando técnico, ovacionada pela torcida, não trouxe os resultados esperados. Sem recursos e enfrentando problemas financeiros, o ídolo pouco pôde fazer nos últimos oito anos, deixando como legado, talvez, um filho torcedor e jogador do clube. A história do Belotugai é a saga de um clube forjado na luta e na paixão, um testemunho da resiliência de um povo que busca florescer no campo e nos gramados.
Lista de presidentes do clube:
1946–58: Filgro Czasaighi
1958–66: Sulpi Zerthaniy
1966–70: Zogil Moqnaart
1970–78: Sulpi Zerthaniy
1978–90: Batraz Ollsprek
1990–94: Tage Fhreniz
1994–98: Gezak Dikamaar
1998–06: Ergen Tasiupahk
2006–10: Dalibor Grumaz
2010–18: Ergen Tasiupahk
2018–22 : Sizo Moglakeniy
2022- : Gher Bobokov
Maiores goleadores do Belotugai:
1 - Rien Postaniy (2000-05) - 93 gols
2 - Milel Zipettiy (1948-51) - 86 gols
3 - Filgro Priseka (2014-18) - 70 gols
4 - Ergen Tasiupahk (1982-86) - 52 gols
5 - Richard Baudet (2015-2024) - 37 gols